terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Star Wars - The Clone Wars (2008)

Que o universo de ''Star Wars'' permite uma quantidade infinita de novas histórias, personagens e situações, até o mais limitado dróide sabe. Mas as animações baseadas na trama têm uma outra função além da de contar um novo trecho da saga. Renovar a base de fãs de Anakin, Obi-Wan e cia é fundamental para que a marca continue a dar lucro. E se nem todas as crianças do mundo têm a sorte de serem rebentos de pais fanáticos pela série, nada melhor do que criar um longa animado (e posteriormente uma série de desenhos) para despertar nos pequenos o interesse pela epopeia dos Jedis.



Com pouco mais de uma hora e meia de duração, ''Star Wars: The Clone Wars'' se passa entre os episódios II e III da cronologia da saga. Na trama, o filho de Jabba the Hutt, o ''bebê'' Rotta, é sequestrado, e caberá aos Jedis oferecerem ajuda para encontrá-lo, pois o mafioso asqueroso controla rotas importantes para a República. O crime, porém, é parte de um plano do Conde Dookan para fazer com que os Hutt se unam aos Separatistas.

Ao mesmo tempo, Anakin é surpreendido pela chegada da jovem Ahsoka Tano. Impetuosa, a garota de 14 anos será sua padawan (aprendiz, no vocabulário convencional), o que o jovem Jedi não vai aceitar tão rápido. E a guerra dos clones continua, contando com a presença de Obi-Wan, Palpatine, Mestre Yoda e Asajj Ventress, entre outros personagens já conhecidos dos filmes e de outra série animada.

O bluray da animação traz também trailers; cenas deletadas; seis webisodes sobre a trama do filme; jogo da memória; galeria de imagens conceituais; ''The Clone Wars: Untold Stories'' (sobre os novos veículos e cenários), ''The Voices of the Clone Wars'' (sobre a equipe que emprestou as vozes para os personagens), 'A New Score' (sobre a trilha sonora criada por Kevin Kiner para a série) e comentários do diretor Dave Filoni, da produtora Catherine Winder, do roteirista Henry Gilroy e do editor Jason W.A. Tucker.

Entre as muitas informações interessantes contidas nos extras, destaque para vários rascunhos, feitos há tempos para a produção dos filmes, que agora estão sendo aproveitados na animação, e para o dróide R2-KT, uma versão ''menina'' de R2-D2, criada em memória à Katie Johnson, filhinha do fundador de um dos maiores fã-clubes da série nos EUA, o 501st Legion.

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Premonição 4 - 3D

SINOPSE



Quarto longa-metragem da franquia tem início quando Nick e seus amigos vão assistir a uma corrida de carros. Um deles, num carro a quase 300 km/h, bate e explode na platéia, causando a morte de dezenas de pessoas. Nick percebe que isso foi uma de suas premonições e terá que fazer de tudo para salvar sua vida.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Lula fracassa nas bilheterias, afirma 'El País'

Há um mês em cartaz nos cinemas brasileiros, o filme Lula, o Filho do Brasil, o mais caro da história no país, não teve a repercussão da crítica nem o sucesso de bilheteria que se esperava, segundo relata reportagem publicada nesta segunda-feira pelo diário espanhol El País.

Para o jornal, a razão desse fracasso é em parte a imagem "adocicada e pouco realista" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no filme.



"O filme ficou em quinto nas bilheterias na primeira semana e depois foi caindo. Não porque o filme não seja emocionante, o que é. Não porque os atores sejam ruins, porque são magníficos; nem tampouco porque falte suspense ou um final genial", diz o jornal.

"O filme não convenceu por vários motivos: os brasileiros gostam de Lula na realidade, na rua, subindo em cima de um palanque, arregaçando as mangas, suando e gritando coisas como 'Vou tirar o povo da merda'", afirma o texto.

Segundo o jornal, os brasileiros gostam "do Lula de verdade, de carne e osso, com seus erros de gramática quando fala, o Lula vestido por estilistas famosos, elegantíssimo em Davos, e o Lula com o boné da Petrobras e a camisa de operário, entre os camponeses do Movimento dos Sem Terra".

Para o diário, muitos críticos dizem que o filme não foi o sucesso que se esperava "porque os brasileiros sabem tudo sobre Lula". "Eles podem vê-lo e tocá-lo todos os dias. Sabem toda sua história de menino pobre, contada mil vezes por ele mesmo. De Lula se sabe infinitas mais coisas do que as que aparecem no filme", diz a reportagem.

O texto do jornal espanhol observa ainda que o filme também provocou a ira da oposição, que o acusa de ser parte da campanha para as eleições presidenciais deste ano, nas quais Lula aposta na candidatura de sua "superministra" Dilma Rousseff.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lançamento em DVD: Se Beber, Não Case

O recente Globo de Ouro de melhor filme (categoria comédia ou musical) para ''Se Beber, Não Case'', por mais que seja um prêmio secundário, dá aval para um certo tipo de comédia com fama de chula que ainda não havia penetrado nos salões do ''cinema de qualidade''. O sucesso de público não foi tão surpreendente, mas mesmo assim arrasador: tendo custado em torno de US$ 30 milhões, o filme arrecadou US$ 467 milhões nas bilheterias de todo o mundo, e nos Estados Unidos se tornou a comédia com censura R (proibida para menores de 17 anos) mais rentável de todos os tempos. Ao ser lançada em DVD no mercado americano, bateu o recorde do gênero, entre todas as classificações etárias.



Não há como não relacionar toda essa aceitação a um recuo do diretor Todd Phillips em relação a seus outros filmes -, todos eles, como este, sobre a amizade (e a cumplicidade) masculina. Em vez do escracho desvairado de ''Dias Incríveis'' ou ''Starsky e Hutch'', este ''Se Beber, Não Case'' é mais convencional e pacificador, e tem no elenco atores pouco conhecidos e mais discretos do que seus astros habituais (Ben Stiller, Will Ferrell, Seth Rogen. Steve Carell). Por outro lado, a história parte do mais batido assunto das comédias americanas dos últimos 30 anos. O próprio diretor reconheceu numa entrevista ao ''New York Times'': ''A pior coisa sobre o filme é ser sobre uma despedida de solteiro em Las Vegas. Mas pelo menos nunca se vê a despedida de solteiro.''

Realmente, esse é o primeiro fator que torna ''Se Beber, Não Case'' irresistível. Assim como os personagens, o espectador quer saber: que diabos aconteceu durante a noite?

Vamos à história. Na véspera de seu casamento, o jovem e certinho Doug (Justin Bartha) é levado por três amigos para uma noitada em Las Vegas, razoavelmente consentida pela família de quase todos os envolvidos. A exceção é a namorada chata, dominadora e moralista de Stu (Ed Helms), um dentista que queria ser médico. Os outros amigos são um professor casado e metido a conquistador, Phil (Bradley Cooper), e o irmão da noiva, Alan (Zach Galifianakis), meio idiota mas com talento intelectual para o jogo, o que obviamente faz toda a diferença em Las Vegas. Eles rumam para a cidade-cassino no Mercedes de estimação do pai da noiva.

Na manhã seguinte, os amigos acordam num quarto de hotel virado de ponta-cabeça, com uma galinha ciscando por cima da bagunça e um tigre trancado no banheiro. Alan tem uma pulseira de hospital no braço, e Stu perdeu um dente. O grupo não sabe onde está Doug, o noivo, que sumiu sem deixar traços. E dentro do cofre do quarto há um bebê. A procura por Doug consumirá o resto do filme, trazendo no caminho uma reconstituição parcial do pandemônio noturno, que inclui um contato nada amigável com Mike Tyson (fazendo o papel de si mesmo). Logo de início os personagens descobrem que, junto com muito álcool, tomaram por engano uma droga do tipo ''boa noite Cinderela'', daí o grau de loucura seguida de apagão.

O segundo grande trunfo de ''Se Beber, Não Case'' é que nenhuma oportunidade de piada é perdida. Phillips garante uma encenação sem erros, o tempo certo, o corte exato e, de quebra, ainda mantém algo do humor absurdo de seus filmes anteriores. E mais uma vez uma comédia celebra e lamenta a infantilidade do americano adulto do sexo masculino. Agora, no entanto, ela é vista com um sorriso compreensivo e uma atitude maternal, como a da adorável prostituta (Heather Graham) que sabe fazer festa e pôr para dormir.

A distribuidora anuncia que ''Se Beber, Não Case'' é o primeiro filme lançado simultaneamente em cinco formatos no Brasil: DVD, Blu-ray, download digital para compra e aluguel e pay-per-view.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Em DVD: Tempos de Paz

Tempos de Paz'' é resultado do encantamento do diretor Daniel Filho pela peça ''Novas Diretrizes em Tempos de Paz'', escrita por Bosco Brasil e encenada por Tony Ramos e Dan Stulbach no teatro em 2002. Mais que uma adaptação, o filme é uma reverência ao trabalho teatral e, em especial, à figura do ator.

No making of que acompanha o DVD, lançado pela Europa Filmes, uma curiosidade resume as pretensões do cineasta. O filme foi realizado basicamente com apenas as primeiras tomadas. Nada de repetir a cena uma segunda ou terceira vez. Com isso, as possíveis falhas e o frescor das atuações dos atores foram incorporadas ao trabalho, o que torna o trabalho cinematográfico mais próximo do teatro, onde tudo acontece uma única vez.



O filme não esconde suas origens. O diálogo entre Segismundo (Tony Ramos), um chefe de imigração do Rio de Janeiro do final da Segunda Guerra Mundial, e o imigrante polonês Clauswitz (Dan Stulbach) que acaba de chegar ao Brasil exala teatralidade a cada frase. A tensão entre um homem amargurado por um passado sombrio e um imigrante em busca de uma nova vida após a família ser dizimada pela guerra se dá pela atuação dos atores e pelos diálogos.

Neste ''teatro filmado'', as técnicas cinematográficas são usadas para valorizar o trabalho do ator. A trilha sonora de Egberto Gismoti, por exemplo, foi construída para ampliar a impressão de solidão dos personagens, como o próprio músico relata no ''making of''.

A reconstiuição da época e a direção de arte contribuem para mostrar uma época difícil e de grande dor para a humanidade. São elementos que nos mostram um mundo sombrio, mas que será transformado pela magia do ator.

Esse é um dos temas que conduz ''Tempos de Paz''. Ao final, ficamos com a impressão de que a arte de atuar é capaz de humanizar as almas mais brutalizadas, seja pela guerra ou pela ditadura.

''Tempos de Paz'' também pode ser visto como uma homenagem aos imigrantes que contribuiram para moldar a identidade brasileira na segunda metade do século 20. Um nome tem destaque especial: o ator e diretor teatral Zigbniew Marian Ziembinski (1908-1978). Com ''Tempos de Paz'', Daniel Filho quis homenagear o autor teatral. Durante uma exibição do filme em um festival no Rio, o cineasta se emocionou e chegou a chorar ao lembrar Ziembinski. É esta força que o teatro tem de emocionar que ''Tempos de Paz'' quer transmitir ao espectador.

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Em DVD: A Última Tempestade

Na segunda metade da década de 1980, Greenaway despontou para o mundo como um novo gênio do cinema pós-moderno. Suas narrativas complicadas agradavam os cinéfilos, que admiravam sua estética cheia de jogos formais e travellings inspirados em Kubrick e Godard (na época, ele declarou amar o primeiro, mas foi ambíguo em relação ao segundo).



Quando ''A Última Tempestade'' passou na Mostra SP de 1991, em uma sessão de sábado à noite, a fila no extinto Comodoro (enorme cinema que existia no centro de São Paulo) era quilométrica. E ia passar sem legendas. Quando estreou, teve um público razoável, virando objeto de culto, assim como havia acontecido com o filme anterior, O Cozinheiro, O Ladrão, Sua Mulher e o Amante (1989).

Hoje, uma revisão desse cinema cheio de pretensões artísticas e aspirações ao pós-pós-modernismo revela o que ele tem de frágil. Na época, o diretor dizia que o cinema já era, que devia se abrir a novas possibilidades. O que se vê na tela é um amontoado de janelas se sobrepondo às imagens barrocas do diretor, utilizando a nova linguagem do HD para conseguir uma nitidez nunca vista.

Mas de que adianta esse amontoado de imagens? Elas ajudam a avançar a história, ou entrar em contato com a emoção dos personagens como os jogos formais de ''O Cozinheiro'', ''O Ladrão'', ''Sua Mulher'' e o ''Amante?''. Neste último, os truques baratos de Greenaway favoreciam nosso envolvimento com a mulher adúltera interpretada por Helen Mirren. Em ''A Última Tempestade'' não ajudam, pelo contrário, revelam a frivolidade de sua concepção. É por isso que representa um grande passo para trás em sua carreira, que sempre pendeu entre características perigosamente semelhantes como o maneirismo e a afetação, mas nunca havia deixado que a segunda predominasse, como neste filme.

A história é baseada em ''A Tempestade'', de William Shakespeare. E o ator principal, fazendo até uma overdose de atuação e pagando micos inimagináveis em meio à bagunça ultra brilhante das cenas, é o shakespeareano e excelente John Gielgud. A fotografia é assinada pelo colaborador habitual de Greenaway, o rigoroso Sacha Vierny, que já havia trabalhado com Alain Resnais e Luis Buñuel. Isso explica um pouco o porquê do filme ser tão bem enquadrado, com uma simetria incrível em seus planos gerais.

Mas nem Vierny, com sua cinematografia exuberante, evita o exagero pretencioso que afundou de vez a já frágil capacidade dramatúrgica do cinema de Greenaway. Daí em diante, sua carreira nunca mais foi a mesma, culminando negativamente no insosso e vergonhoso ''O Bebê Santo de Macon'' (1993) e no patético e ultrajante (para o cinema) ''Oito Mulheres e Meia'' (1999).

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton (2010)

Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Woolverton
Elenco: Mia Wasikowska (Alice), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Christopher Lee, Michael Sheen, Crispin Glover (Valete de Copas), Anne Hathaway (Rainha Branca), Matt Lucas, Alan Rickman (Lagarta), Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Eleanor Tomlinson (Fiona Chataway)



Sinopse: Ao seguir um coelho branco, uma garota chamada Alice cai em um buraco que a leva para o País das Maravilhas, um lugar povoado por seres mágicos e dominado pela Rainha de Copas.


Estréia: 5/3/2010 (Original)
16/4/2010 (Brasil)

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